22 janeiro 2016

Filho de diarista e vendedor é aprovado em medicina na UFRGS

aprovado ufrgs 400Sua mãe, diarista, só conseguiu estudar até a 5ª série do ensino fundamental. Já o pai, vendedor gráfico, parou de estudar no ensino médio.

 

 

 

 

 

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Foi com muita emoção que os pais de Samuel Prado Ribeiro, 18, receberam a notícia de que ele havia sido aprovado em medicina na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).

Janete e Jorge Ribeiro não conseguiram conter as lágrimas de orgulho do filho. Ainda mais por ele ser o primeiro da família a entrar na universidade pública. Sua mãe, diarista, só conseguiu estudar até a 5ª série do ensino fundamental. Já o pai, vendedor gráfico, parou de estudar no ensino médio.

"Quando contei para eles o resultado positivo, foi uma festa. Eles se emocionaram muito", lembra Samuel, que estudou em escolas públicas. "Minha família sempre me estimulou a estudar. Minha mãe sempre dizia que eu e meu irmão [de 17 anos e que acabou de terminar o ensino médio] tínhamos que continuar estudando para não passar pelo que ela passou."

O resultado do Sisu foi divulgado ontem (18) e a pontuação do estudante foi de 723,60. O jovem ainda aguarda confiante as listas de aprovados da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e Famema (Faculdade de Medicina de Marília).

"Só de ter passado na UFRGS já é muito gratificante. Ainda mais por ser um curso tão concorrido, um dos mais difíceis. Ter essa sensação de aprovação, de superação dos seus limites, é maravilhoso. Estou muito feliz", conta.

Segredos do aprovado

Até a aprovação foram dois anos de preparação no cursinho popular Cuja-Unifesp*, sendo o primeiro deles cursado junto ao último ano do ensino médio na Etec (Escola Técnica Estadual) Abdias do Nascimento, no bairro Paraisópolis, zona sul de São Paulo.

Samuel estudou em escolas públicas

Samuel estudou em escolas públicas

"Não foi fácil conciliar o cursinho com a escola. Ainda mais na Etec que tem como foco o preparo para o mercado de trabalho. Não que o ensino tenha sido ruim, mas nem todos os professores focavam nos vestibulares", diz o jovem.

Diante da falta de tempo para se dedicar mais aos estudos, Samuel não conseguiu nenhuma aprovação após o primeiro ano de cursinho. Decidiu então rever os erros e acertos do período e tentou uma nova tática de preparação.

"Em 2014 eu fui reprovado pelas exatas. Então decidi que iria focar meus estudos nelas. Fazia um curso especial só para matemática de manhã e a noite eu ia para o cursinho. Mas claro que não deixava as outras matérias de lado", explica. "Ia para a biblioteca às 13h e ficava estudando todos os dias até o começo das aulas. Quando eu voltava para casa, procurava descansar bem e no dia seguinte estudava toda a matéria do dia anterior", acrescenta.

Outra estratégia usada pelo estudante foi dormir. Sim, dormir! Ele percebeu que não descansava o suficiente durante o primeiro ano de estudos. "Achava que estudar exaustivamente iria ajudar a passar. No final, não consegui. Por isso mudei no segundo ano."

Fazer simulados e provas anteriores também foram táticas importantes usadas por Samuel. Ao longo da semana o jovem ainda tinha que bater uma meta de questões resolvidas do Enem. "Eu fiz os últimos oito anos [da prova] da Unifesp", afirma orgulhoso.

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Para se manter na UFRGS, em Porto Alegre, Samuel tentará concorrer aos auxílios oferecidos pela universidade. Enquanto a ajuda não vem, sua família fará uma "vaquinha" entre os parentes para que ele não perca a chance de cursar medicina.

*O Cuja é um projeto de ação social vinculado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) criado há quase 15 anos por graduandos e pós-graduandos da universidade.

Fonte: UOL


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