12 novembro 2014

Sonho de ser médico através do Enem faz jovem viajar 136 km diários, no AM

1 - Sonho de ser médico através do Enem faz jovem viajar 136 km diários, no AM 1

Morador do interior, ele viaja de ônibus diariamente para estudar na capital. Aos 17 anos, Sóstenes Junior está conseguindo dormir apenas por 4 horas.

 

 

 

 

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A jornada de quem pretende ingressar em uma universidade pública é longa e, por vezes, cansativa. Para Sóstenes Júnior, de 17 anos, esse extenso caminho percorrido até o sonho de estudar medicina já soma mais de 20 mil quilômetros neste ano. Morador de Manacapuru, distante 68 km de Manaus, ele percorre 136 km por dia, de segunda a sexta, até a capital, onde se prepara para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em um curso pré-vestibular. O percurso feito de ônibus é exaustivo, mas não desanima o estudante. "O esforço não vai ser em vão", garante.

Por dia, Sóstenes passa cerca de quatro horas dentro de um ônibus. O coletivo - que transporta estudantes do interior para a capital - deixa a rodoviária de Manacapuru às 15h. Entretanto, a rotina do estudante começa logo cedo, às 7h30, quando sai de casa para trabalhar em uma escola de inglês da cidade. O salário que ganha como professor é dividido entre as despesas da casa, gastos pessoais e a mensalidade de um curso preparatório para o vestibular em Manaus.

Após descer de ônibus, Sóstenes caminha meio quilômetro até o curso (Foto: Jamile Alves/G1 AM)
Após descer de ônibus, Sóstenes caminha meio quilômetro até o curso (Foto: Jamile Alves)

A necessidade de ganhar o próprio dinheiro surgiu no início do ano, após deixar a casa dos pais, situada na comunidade Barroso, próximo de Manaquiri, a 60 km de Manaus, para estudar na "cidade grande" e morar sozinho. A decisão foi tomada por conta própria e teve aceitação total dos pais, de acordo com Sóstenes. "Sempre quis sair de lá para poder estudar e me tornar médico. Eles confiam em mim e no meu sonho. Deixei Barroso e fui morar com a minha tia em Manacapuru em 2009", disse.

Antes disso, entretanto, Sóstenes relatou já ter vivido rotina semelhante a que tem hoje. O motivo, novamente, foi a vontade de estudar. "Eu sou de Barroso e ia para Manacapuru quando criança para poder estudar. Eu viajava de barco todo dia e ainda pegava um ônibus quando chegava na cidade. Voltava para casa 22h30", relembrou. Com a Ponte Rio Negro inaugurada no fim de 2011, o estudante não precisa cruzar o rio de barco, mas o dia-a-dia é igualmente exaustivo, conforme conta.

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"Acordo cedo, trabalho e volto para casa para me preparar para ir a Manaus. Eu faço a comida para almoçar e logo depois pego um moto-táxi para ir para a rodoviária de Manacapuru. O ônibus me deixa na capital, perto do curso, por volta das 17h30, e eu vou andando. A aula vai até as 22h30. De lá, pego um ônibus para a Praça da Saudade (Centro de Manaus) para pegar o ônibus de volta a Manacapuru, às 23h. Chego na rodoviária perto de uma da manhã, aí eu pego o moto-táxi de novo para chegar em casa", detalhou Sóstenes ao G1.

Mesmo após o dia longo, o estudante encontra tempo para estudar até de madrugada. Apesar de ter apenas quatro horas de sono por dia, cansaço nunca foi motivo para faltar as aulas em Manaus, segundo ele. Nos finais de semana, Sóstenes se reveza entre tarefas domésticas, como lavar roupa e arrumar a casa, e reforço dos conteúdos para o Enem. Tempo para relaxar, de acordo com ele, "só mesmo dentro do ônibus", brincou.

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Sóstenes Júnior, de 17 anos, saiu de comunidade do interior do AM para estudar na região metropolitana do estado (Foto: Jamile Alves/G1 AM)

A ampla concorrência para o curso de medicina é um grande obstáculo, mas que não intimida Sóstenes. Confiante, ele sonha em orgulhar os pais com a aprovação no Enem. "Eu sei que é difícil passar para medicina, mas eu tô me esforçando muito, não só com as viagens para Manaus. Eu estou estudando mais, dando tudo de mim. Tenho fé que nada disso vai ser em vão e que um dia vou chegar lá", concluiu. Fonte: G1

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